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Cintesis recebe palestra de Hans Ossebaard sobre eHealth

Hans Ossebaard, National Health Care Institute, da Holanda, dará uma palestra na Biblioteca do CINTESIS na próxima terça-feira, dia 27 de junho, entre as 15 e as 16 horas.

Nesta palestra, intitulada “eHealth in The Netherlands - an overview”, o especialista holandês deverá falar sobre a experiência de integração das tecnologias de saúde no contexto dos serviços de saúde prestados naquele país.

Como eHealth advisor do National Health Care Institute, Hans C. Ossebaard tem como função integrar a área de eHealth nos standards de qualidade dos cuidados de saúde, avaliar a sua contribuição para a prestação de melhores cuidados, bem como apoiar a implementação de soluções efetivas em saúde digital.

Além disso, dá aulas no Centre for eHealth & Wellbeing da University of Twente, está associado ao EurSafety Healthnet, um projeto da University Medical Center Groningen, é membro do Board do NSRII da International Society for Research on Internet Interventions e membro do Editorial Board do International Journal on Advances in Life Sciences.

Os interessados em assistir a esta palestra deverão inscrever-se através do formulário disponível no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/1QN_GHgGnEvaXQkrLY8pLrrlYwcE8nFsPz1qCFLelpTI/edit.

Investigadores do Cintesis vencem prémio em Helsínquia

imagem syn4data 1

Um trabalho desenvolvido por investigadores do CINTESIS recebeu o prémio de melhor póster na sessão "Education of health care professionals & patients", integrada no EAACI Congress 2017 - Congresso da European Academy of Allergy and Clinical Immunology, que decorreu entre 17 e 21 de junho, em Helsínquia.

Intitulado "Publication trends of Allergy and Clinical and Translational Allergy journals: a MeSH term-based bibliometric analysis", o estudo premiado é da autoria dos investigadores do grupo EvidenS Daniel Martinho Dias, Bernardo Sousa Pinto e João Almeida Fonseca.

O trabalho resultou da utilização da ferramenta Syn4Data (http://syn4data.med.up.pt/), desenvolvida no CINTESIS pelos investigadores Daniel Martinho Dias, Júlio Souza e António Soares, com orientação do coordenador do CINTESIS, Altamiro da Costa Pereira.

Tendo por base a utilização de termos MeSH, o Syn4Data permite desenvolver análises que avaliam os tópicos publicados por revistas científicas, departamentos de investigação, ou até mesmo investigadores individuais, num esforço para resolver problemas na área da investigação biomédica.

No estudo vencedor, os autores procederam a uma avaliação dos tópicos de publicação das revistas científicas Allergy e Clinical & Translational Allergy com o objetivo de compreender de que modo diferentes temas na área da alergologia têm vindo a ser valorizados ao longo do tempo por parte destas duas publicações da EAACI.

Investigação é mais-valia para prestação de cuidados em Enfermagem

foto evento nursid

“A investigação deve ser vista como uma mais-valia para a prestação de cuidados de excelência em Enfermagem”, afirmou Carlos Sequeira, investigador principal do Grupo NursID, do CINTESIS, na abertura do Seminário Internacional de Investigação em Enfermagem de Saúde Mental, que decorreu entre 12 e 13 de junho, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto.

O responsável entende que a investigação em Enfermagem é fundamental para melhorar a resposta do próprio Serviço Nacional de Saúde (SNS), designadamente no que respeita ao tratamento da doença mental com uma base científica e em fases cada vez mais precoces.

“Portugal é o país europeu com maior prevalência de doença mental. Cerca de 12% das pessoas em todo o mundo têm uma doença mental, mas apenas um quarto recebe tratamento e só 10% têm o tratamento considerado adequado, isto é, suportado pela evidência científica”, afirmou o também presidente da Sociedade Portuguesa de Enfermagem em Saúde Mental e docente da Escola Superior de Enfermagem (ESEP)”.

Para o investigador do CINTESIS, “as pessoas com doença mental têm direito a cuidados suportados pela melhor evidência científica. Vivemos num mundo em que parece que tudo faz efeito! O enfermeiro tem obrigação de dizer ao doente que uma determinada intervenção não está validada cientificamente. Nesse sentido, a investigação deve ser a primeira e a última linha de atuação”.

Mas não basta investigar. “É preciso casar o que a investigação produz com as intervenções validadas pelo Ministério da Saúde e as intervenções têm de ser financiadas porque senão os hospitais não vão querer fazê-las. Não vale a pena validar uma intervenção terapêutica se ela não puder ser usada na prática”, disse Carlos Sequeira, lembrando que “intervenções mais eficazes proporcionam ganhos em saúde”.

Na abertura do Seminário de Investigação em Saúde Mental esteve também Corália Vicente, investigadora do CINTESIS e coordenadora do Programa Doutoral em Ciências da Enfermagem do ICBAS, criado com o objetivo de promover o desenvolvimento de competências em Ciências da Enfermagem e reforçar o papel dos enfermeiros nas equipas de saúde multidisciplinares, estabelecendo pontes entre as práticas no cuidar, a investigação e a docência. Segundo a professora catedrática, “o ICBAS é parte interessada para que a enfermagem tenha um pé bem forte na Universidade do Porto”.

Durante este evento foram ainda apresentados pósteres científicos com os trabalhos de alunos de doutoramento de Espanha e Portugal, entre os quais vários investigadores do CINTESIS.

CINTESIS.UA marca presença no Research Day

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Grupos de Investigação PsycoLive e AgeingC apresentam cinco pósteres em evento científico da UA

Os investigadores CINTESIS do polo da Universidade de Aveiro (UA) marcaram presença, no passado dia 13 de junho, no Research Day (RD) – uma iniciativa da UA que visa traçar uma “panorâmica sobre o que de melhor e mais inovador a UA faz, em termos de investigação”, reunindo num único evento todos os seus laboratórios associados e centros de investigação.

Durante a manhã, os participantes no RD2017 tiveram a oportunidade de ouvir palestrantes de alto nível científico, como Carlos Borrego, Asad J. Khattak e Humberto Delgado Rosa.

Ao início da tarde, foi a vez de Miguel Castanho, vice-presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), falar aos investigadores. Abordando temas “quentes” no âmbito da realidade científica atual, tais como o financiamento de projetos, o emprego científico e a avaliação das unidades de investigação, o representante da FCT lembrou que este órgão “não tem dinheiro”, servindo de “agente de diplomacia entre os interesses científicos e os programas operacionais regionais”. Miguel Castanho admitiu mesmo que a Ciência está, neste momento, “subalternizada” dentro da nova lógica de financiamento e apelou às Universidades para que fizessem pressão sobre os programas operacionais regionais da sua área geográfica.

Este ano, o RD teve como tema a sustentabilidade, tocando algumas das áreas mais trabalhadas pelo CINTESIS. Neste âmbito, os investigadores do CINTESIS.UA Sara Guerra, Catarina Rosa, Natália Fernandes, Pedro Bem-Haja e Ana Bártolo expuseram, na qualidade de primeiros autores, cinco pósteres científicos referentes a trabalhos desenvolvidos no seio dos grupos de investigação PsycoLive e AgeingC.

Apresentado por Sara Guerra, o póster intitulado “Affective meanings of inheriting and “donating” a late onset neurological genetic illness: an exploratory qualitative study” apresentou um estudo que explora os significados e os padrões afetivos que as pessoas com doença genética neurológica de início tardio atribuem ao legado da saúde. “Os resultados vão contribuir para melhorar a compreensão da forma como as famílias lidam com os processos afetivos e relacionais associados ao processo de legitimação da saúde”, explica a investigadora.

Catarina Rosa expôs o trabalho “Rumination Room: A procedure that combines executive control activation and exposure to ruminative thoughts”. De acordo com a autora, a investigação sugere que, através de treino específico, “é possível capacitar as pessoas para controlarem pensamentos ruminativos e a tristeza associada à ruminação”.

Num póster sobre memória e contaminação (“Remind myself not to touch it, it’s contaminated!”), Natália Lisandra Fernandes apresentou uma investigação que se focou na capacidade de memorização de objetos que estiveram em contacto com pessoas doentes. Foram mostrados objetos com rostos doentes e com rostos saudáveis. O estudo revelou que os objetos que foram tocados por pessoas doentes foram mais bem memorizados do que que aqueles que foram manipulados por pessoas aparentemente saudáveis.

“Early brain detection of false memories in eyewitness testimony” foi o título do póster exposto pelo investigador Pedro Bem-Haja. Dedicado ao estudo das falsas memórias das testemunhas de crimes, o estudo sugere que o ato de identificar um “distrator” se relaciona com uma ativação mais forte de áreas cerebrais geralmente envolvidas em memórias falsas.

Já a bolseira Ana Bártolo apresentou um póster sobre “Reproductive concerns and psychosocial outcomes in young adult female cancer survivors: A systematic review”. Os dados da investigação confirmaram que as mulheres jovens que sobrevivem a um cancro revelam preocupações significativas relativamente à sua capacidade reprodutiva, apresentando um risco aumentado de sintomas depressivos.

Note-se que o RD “celebra a investigação desenvolvida na UA, proporciona uma oportunidade para promover a partilha interdisciplinar de boas práticas em matéria de investigação e é um veículo para promover a colaboração entre investigadores de diferentes departamentos e unidades de investigação” dessa universidade.

Para além da participação de âmbito científico, os grupos de investigação do CINTESIS.UA integraram ainda a comissão científica, a comissão organizadora e o júri que avaliou os trabalhos científicos expostos.

Coordenador do CINTESIS reeleito para Conselho Geral da U.Porto com maior número de votos

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Altamiro da Costa Pereira, coordenador do CINTESIS e diretor do Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde (MEDCIDS) da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), foi eleito para o Conselho Geral (CG) da U.Porto com o maior número de votos de docentes e investigadores de toda a Universidade.

Candidato a Reitor em 2002 e atual membro do CG da U.Porto, o catedrático de Medicina foi um dos três conselheiros que foram reeleitos para um segundo mandato no mais importante órgão de gestão da U.Porto.

Altamiro da Costa Pereira tem sido uma das vozes mais independentes e críticas dentro da U.Porto, defendendo uma “maior transparência na distribuição dos orçamentos na Universidade e uma maior equidade nas relações entre a Universidade e as unidades de investigação para além dum crucial rejuvenescimento do seu quadro docente”.

De salientar que este resultado foi obtido nas mais disputadas eleições de sempre dentro da U.Porto, tendo concorrido em paralelo com 72 outros candidatos efetivos, agrupados em seis listas.

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