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CINTESIS realizou Encontro com uma centena de investigadores

 Cintesis encontro

Cerca de 100 investigadores de norte a sul do país marcaram presença no Encontro CINTESIS - Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, que se realizou no passado dia 15 de fevereiro.

O Encontro, que assinalou o arranque de mais um ano de trabalho, teve como objetivo aproximar os investigadores do CINTESIS espalhados por diversas instituições do país e do estrangeiro, promovendo o networking e o espírito de equipa.

De acordo com o coordenador do CINTESIS, Altamiro da Costa Pereira, esta foi uma excelente oportunidade para “pensar o futuro” e delinear estratégias conjuntas que permitam continuar a afirmar a Unidade de I&D no panorama científico nacional e internacional.

“Criatividade, rigor e profissionalismo” são características da “marca” CINTESIS que, para o responsável, devem caminhar sempre juntas, mantendo-se como uma estrutura leve e eficiente e privilegiando, como até aqui, “uma lógica de integração e de proximidade”.

O coordenador prevê que o ano de 2017 será “pródigo” em prémios e em candidaturas, esperando-se um reforço da atividade da Unidade em áreas como a saúde pública e a realização de um evento científico no qual os investigadores do CINTESIS poderão apresentar e partilhar publicamente os seus projetos e as suas ideias. As mulheres deverão assumir um especial protagonismo na organização do evento.

Finalmente, Altamiro da Costa Pereira lançou um repto aos jovens para que se juntem a este esforço de desenvolvimento e “tomem conta do CINTESIS”.

Além dos investigadores do CINTESIS, este Encontro contou também com a participação de Helena Canhão e de Luís Lapão, da Universidade Nova de Lisboa, instituição com a qual foi assinada, em dezembro último, um protocolo de colaboração que visa reforçar a investigação clínica no país.

“Há potencial e interesse em colaborarmos. Temos a muito a aprender uns com os outros. Se crescermos juntos, podemos ser mais fortes”, afirmou Helena Canhão.

Num registo bastante informal, os investigadores foram ainda convidados a partilhar o que pensam sobre o CINTESIS, completando, em conjunto, um mural com o nome da Unidade. 

“Inovação, rede, articulação, colaboração, comunicação, partilha, multidisciplinaridade e excelência” foram algumas das palavras utilizadas para compor o mural, situado à entrada do Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina, onde decorreu o Encontro. 

CA

ESTUDO CINTESIS: Um em cada dez abortos leva à hospitalização da mulher

Dez anos depois da realização do referendo sobre a despenalização do aborto, um estudo desenvolvido no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) revela que o número de hospitalizações associadas ao aborto subiu a partir de 2001, tendo aumentando consideravelmente nos anos que se seguiram à liberalização. A partir de 2010, registou-se uma diminuição do número médio de hospitalizações por cada aborto realizado.

A equipa de investigação do CINTESIS recolheu os registos das hospitalizações devido a abortos realizados em todos os hospitais públicos em Portugal continental. O número total de abortos realizados durante o período em estudo foi obtido através do Instituto Nacional de Estatística (INE). “Os resultados revelaram que o número de hospitalizações associadas à prática legal do aborto subiu de 618 em 2000 para 1259 casos em 2014, tendo atingido um pico em 2010, com 1603 hospitalizações registadas”, clarificam os autores.

Desde que a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) foi legalizada em Portugal, em 2007, observou-se uma “redução do rácio de abortos que obrigaram ao internamento hospitalar das mulheres”, constatam Manuel Gonçalves Pinho e João Vasco Santos, autores deste trabalho publicado no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology. Ou seja, “dividindo o número de hospitalizações pelo número total de abortos legais realizados, obtivemos um valor menor”, explicam.

“Antes da liberalização, cada aborto levava aproximadamente a uma hospitalização. Mas esta tendência alterou-se e atualmente apenas 10% do número total de abortos resulta em internamento hospitalar”, sublinha Alberto Freitas, líder da investigação. A proporção de hospitalizações de emergência, de complicações clínicas e os dias de internamento também baixaram no período analisado.

“A prática do aborto é realizada em regime de ambulatório, sem necessidade de internamento hospitalar em mais de 90% dos casos, apresentando uma taxa de complicações na sua maioria de baixa gravidade”, salienta Antónia Costa, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia e coautora do estudo.

Recorde-se que a IVG, em Portugal, foi legalizada por referendo em 2007 e é permitida até às 10 semanas de gravidez a pedido da mulher, independentemente das razões. Pode ser realizado no sistema nacional de saúde ou, em alternativa, em estabelecimentos de saúde privados autorizados. Apenas a própria mulher poderá fazer o pedido de interrupção da gravidez, salvo no caso de ser psiquicamente incapaz. Nos casos de mulheres com menos de 16 anos é necessária a autorização do responsável legal para a sua realização.

Para além da opção da mulher, o aborto é permitido até às 16 semanas em caso de violação ou crime sexual (não sendo necessário que haja queixa policial), até às 24 semanas em caso de malformação do feto e em qualquer momento da gravidez em caso de risco para a grávida ("perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida") ou no caso de fetos inviáveis.

Dez anos depois da realização do referendo sobre a despenalização do aborto, um estudo desenvolvido no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) revela que o número de hospitalizações associadas ao aborto subiu a partir de 2001, tendo aumentando consideravelmente nos anos que se seguiram à liberalização. A partir de 2010, registou-se uma diminuição do número médio de hospitalizações por cada aborto realizado.

A equipa de investigação do CINTESIS recolheu os registos das hospitalizações devido a abortos realizados em todos os hospitais públicos em Portugal continental. O número total de abortos realizados durante o período em estudo foi obtido através do Instituto Nacional de Estatística (INE). “Os resultados revelaram que o número de hospitalizações associadas à prática legal do aborto subiu de 618 em 2000 para 1259 casos em 2014, tendo atingido um pico em 2010, com 1603 hospitalizações registadas”, clarificam os autores.

Desde que a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) foi legalizada em Portugal, em 2007, observou-se uma “redução do rácio de abortos que obrigaram ao internamento hospitalar das mulheres”, constatam Manuel Gonçalves Pinho e João Vasco Santos, autores deste trabalho publicado no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology. Ou seja, “dividindo o número de hospitalizações pelo número total de abortos legais realizados, obtivemos um valor menor”, explicam.

“Antes da liberalização, cada aborto levava aproximadamente a uma hospitalização. Mas esta tendência alterou-se e atualmente apenas 10% do número total de abortos resulta em internamento hospitalar”, sublinha Alberto Freitas, líder da investigação. A proporção de hospitalizações de emergência, de complicações clínicas e os dias de internamento também baixaram no período analisado.

“A prática do aborto é realizada em regime de ambulatório, sem necessidade de internamento hospitalar em mais de 90% dos casos, apresentando uma taxa de complicações na sua maioria de baixa gravidade”, salienta Antónia Costa, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia e coautora do estudo.

Recorde-se que a IVG, em Portugal, foi legalizada por referendo em 2007 e é permitida até às 10 semanas de gravidez a pedido da mulher, independentemente das razões. Pode ser realizado no sistema nacional de saúde ou, em alternativa, em estabelecimentos de saúde privados autorizados. Apenas a própria mulher poderá fazer o pedido de interrupção da gravidez, salvo no caso de ser psiquicamente incapaz. Nos casos de mulheres com menos de 16 anos é necessária a autorização do responsável legal para a sua realização.

Para além da opção da mulher, o aborto é permitido até às 16 semanas em caso de violação ou crime sexual (não sendo necessário que haja queixa policial), até às 24 semanas em caso de malformação do feto e em qualquer momento da gravidez em caso de risco para a grávida ("perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida") ou no caso de fetos inviáveis.

ESTUDO CINTESIS: Doentes com gastrite severa devem ser vigiados de 3 em 3 anos

Uma equipa de investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) alerta para a necessidade de os pacientes com gastrite serem vigiados de 3 em 3 anos, como forma de prevenir a evolução desta doença para cancro gástrico.  A recomendação já tinha sido feita por sociedades científicas nacionais e internacionais, mas faltava informação relativamente aos custos que a aplicação desta medida acarretaria para os Sistemas de Saúde. Agora, os mesmos investigadores acrescentam que o custo associado a esta política de Saúde Pública é de pouco mais de 18 mil euros por ano de vida salvo, sendo assim considerado comportável pelo Sistema Nacional de Saúde.

Miguel Areia, investigador do CINTESIS e clínico no IPO de Coimbra, sublinha que “o cancro gástrico representa um problema de saúde a nível global. As elevadas taxas de incidência e de mortalidade desta patologia fazem dela o quinto tumor mais comum e a terceira causa de morte por cancro. Em Portugal, este tipo de cancro é especialmente prevalente na zona Norte do país, afetando 13 por cada 100 mil habitantes – um nível muito acima dos padrões europeus.

Porque é que há mais cancro gástrico no Norte de Portugal? De acordo com o especialista, há fatores ambientais que contribuem para esta realidade, nomeadamente o consumo excessivo de sal, de fumados e os hábitos tabágicos. Há ainda uma componente genética que não deve ser esquecida. Acresce que 80% dos portugueses estão infetados pelo Helicobacter pylori – uma bactéria que se instala no estômago podendo, com o decorrer dos anos, facilitar o aparecimento de doenças do foro digestivo. “E entre a população do Norte de Portugal encontram-se níveis elevados de Helicobacter logo aos 20 anos de idade”, esclarece o gastrenterologista, que recorda que é mais tarde, sobretudo depois dos 50 anos, que os sintomas gástricos se manifestam.

“A maioria dos casos está relacionada com infeção por Helicobacter pylori e outros agentes ambientais e, portanto, a incidência aumenta com a idade. Devido ao envelhecimento das populações, nomeadamente em Portugal, estima-se que a incidência e a mortalidade associadas a cancro gástrico aumentem nos próximos 20 anos”, nota Mário Dinis-Ribeiro, líder do grupo de investigação em cancro do estômago do CINTESIS e médico no IPO do Porto.

O cancro do estômago pode ocorrer após vários anos de progressão de uma condição benigna como a gastrite. A endoscopia é o primeiro exame a ser efetuado para o diagnóstico destas condições pré-malignas que devem ser avaliadas e graduadas, sendo que só as mais severas têm necessidade de ser seguidas. “Os médicos devem ser ensinados a fazer esta triagem de forma eficiente para se garantir de que os doentes em maior risco são, efetivamente, vigiados de mais perto”.

A endoscopia digestiva alta é o procedimento de eleição para diagnosticar as doenças do sistema digestivo que envolvem o esófago, o estômago e o duodeno. É um método disponível na maioria das instituições de saúde, preciso e relativamente pouco invasivo, mas “os seus custos de utilização impedem que seja adotado como ferramenta de triagem para o cancro gástrico na maioria dos cenários clínicos”.

Para além de Miguel Areia e Mário Dinis-Ribeiro, o trabalho contou com a colaboração de Francisco Rocha Gonçalves, investigador do CINTESIS e membro do IPO do Porto.

CINTESIS leva Informática Biomédica ao Brasil

Ricardo Cruz Correia, investigador do Centro de Investigação em Tecnologia e Serviços de Saúde (CINTESIS) e docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), foi convidado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (Brasil) para ministrar uma webconferência especial intitulada “Educação em Informática Biomédica: O Estado da Arte em Portugal e no Brasil”.

Organizada pelo Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (FAMED/UFC),a iniciativa faz parte da estratégia para a criação do Grupo de Interesse Especial  da Rede Universitária de Telemedicina (Rede RUTE) intitulada Educação em Informática Biomédica. “A ideia é fomentar o debate sobre a Informática Biomédica no Brasil, tendo como base a experiência bem sucedida da universidade portuguesa”, explica Luiz Roberto de Oliveira, da FAMED/UFC.

Rede RUTE é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações do Brasil que visa apoiar o aperfeiçoamento de projetos em Telemedicina em universidades públicas e hospitais universitários, estimulando a colaboração entre os parceiros, por meio de vídeos e webconferências, palestras e teleconsultas, por exemplo.

“A Rede traz impactos positivos nos serviços médicos já existentes no país, permitindo a adoção de medidas simples e de baixo custo que diminuem a carência de especialistas e proporcionam treinamento e capacitação de profissionais da área médica sem deslocamento para os centros de referência”, explicam os académicos brasileiros.

Para além do especialista português, participará no evento Zilma Reis, docente  da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil) e colaboradora externa do CINTESIS, que se prepara para iniciar a oferta do ensino da informática biomédica nessa instituição.

Note-se que Ricardo Cruz Correia integra há 17 anos o agora denominado Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde da FMUP, cuja missão passa pela criação, difusão e aplicação de conhecimento nas áreas de Bioestatística, Bioética e Informática Médica. Para além disso, lidera um importante grupo de investigação do CINTESIS (In4Health), integra três spin-offs (VirtualCareHealthySystems e IS4Health) com atividade associada às Tecnologias da Saúde e fundou o Mestrado em Informática Médica da U.Porto.

A webconferência está marcada para dia 26 de janeiro, às 14h00 (horário de Portugal).

A iniciativa é aberta ao público. Os interessados podem assistir ao evento através do link http://webconf2.rnp.br/rutehuwcufc.

CINTESIS junta U.Porto e Nova Lisboa

 Cintesis Nova

 

No passado dia 15 de dezembro, foi assinado um protocolo de colaboração entre a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA Medical School), através do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde.

Firmado por Altamiro da Costa Pereira (coordenador do CINTESIS), Maria Amélia Ferreira (diretora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto) e Jaime da Cunha Branco (diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa), este protocolo vai permitir a criação do polo de investigação CINTESIS.NOVA, cuja missão passará, numa primeira fase, por reforçar a investigação clínica nacional nas áreas das Ciências da Nutrição, da Gastrenterologia e da Imunoalergologia.

Durante a cerimónia foi abordada a possibilidade de, pela primeira vez, três escolas médicas nacionais – a FMUP, a FCM-UNL e o ICBAS – apresentaram uma candidatura conjunta à Fundação para a Ciência e a Tecnologia, sob a chancela do CINTESIS.

Altamiro da Costa Pereira entende que “a apresentação de uma candidatura que englobe estas três instituições de Ensino e Investigação poderá constituir o embrião que dará lugar, posteriormente, à criação de uma grande unidade de Investigação Clínica e Saúde Pública, dotada de dimensão, recursos e massa crítica suficientes para o tornar competitivo a nível internacional”.

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