• mostra newsroom
  • Cintesis encontro
  • digiscope
  • CINTESIS leva inovação à Mostra da U.Porto + info
  • CINTESIS realizou Encontro com uma centena de investigadores + info
  • Inovação da U.Porto rastreia doenças cardíacas em crianças brasileiras - DigiScope - + info

ESTUDO CINTESIS: Um em cada dez abortos leva à hospitalização da mulher

Dez anos depois da realização do referendo sobre a despenalização do aborto, um estudo desenvolvido no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) revela que o número de hospitalizações associadas ao aborto subiu a partir de 2001, tendo aumentando consideravelmente nos anos que se seguiram à liberalização. A partir de 2010, registou-se uma diminuição do número médio de hospitalizações por cada aborto realizado.

A equipa de investigação do CINTESIS recolheu os registos das hospitalizações devido a abortos realizados em todos os hospitais públicos em Portugal continental. O número total de abortos realizados durante o período em estudo foi obtido através do Instituto Nacional de Estatística (INE). “Os resultados revelaram que o número de hospitalizações associadas à prática legal do aborto subiu de 618 em 2000 para 1259 casos em 2014, tendo atingido um pico em 2010, com 1603 hospitalizações registadas”, clarificam os autores.

Desde que a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) foi legalizada em Portugal, em 2007, observou-se uma “redução do rácio de abortos que obrigaram ao internamento hospitalar das mulheres”, constatam Manuel Gonçalves Pinho e João Vasco Santos, autores deste trabalho publicado no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology. Ou seja, “dividindo o número de hospitalizações pelo número total de abortos legais realizados, obtivemos um valor menor”, explicam.

“Antes da liberalização, cada aborto levava aproximadamente a uma hospitalização. Mas esta tendência alterou-se e atualmente apenas 10% do número total de abortos resulta em internamento hospitalar”, sublinha Alberto Freitas, líder da investigação. A proporção de hospitalizações de emergência, de complicações clínicas e os dias de internamento também baixaram no período analisado.

“A prática do aborto é realizada em regime de ambulatório, sem necessidade de internamento hospitalar em mais de 90% dos casos, apresentando uma taxa de complicações na sua maioria de baixa gravidade”, salienta Antónia Costa, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia e coautora do estudo.

Recorde-se que a IVG, em Portugal, foi legalizada por referendo em 2007 e é permitida até às 10 semanas de gravidez a pedido da mulher, independentemente das razões. Pode ser realizado no sistema nacional de saúde ou, em alternativa, em estabelecimentos de saúde privados autorizados. Apenas a própria mulher poderá fazer o pedido de interrupção da gravidez, salvo no caso de ser psiquicamente incapaz. Nos casos de mulheres com menos de 16 anos é necessária a autorização do responsável legal para a sua realização.

Para além da opção da mulher, o aborto é permitido até às 16 semanas em caso de violação ou crime sexual (não sendo necessário que haja queixa policial), até às 24 semanas em caso de malformação do feto e em qualquer momento da gravidez em caso de risco para a grávida ("perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida") ou no caso de fetos inviáveis.

Dez anos depois da realização do referendo sobre a despenalização do aborto, um estudo desenvolvido no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) revela que o número de hospitalizações associadas ao aborto subiu a partir de 2001, tendo aumentando consideravelmente nos anos que se seguiram à liberalização. A partir de 2010, registou-se uma diminuição do número médio de hospitalizações por cada aborto realizado.

A equipa de investigação do CINTESIS recolheu os registos das hospitalizações devido a abortos realizados em todos os hospitais públicos em Portugal continental. O número total de abortos realizados durante o período em estudo foi obtido através do Instituto Nacional de Estatística (INE). “Os resultados revelaram que o número de hospitalizações associadas à prática legal do aborto subiu de 618 em 2000 para 1259 casos em 2014, tendo atingido um pico em 2010, com 1603 hospitalizações registadas”, clarificam os autores.

Desde que a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) foi legalizada em Portugal, em 2007, observou-se uma “redução do rácio de abortos que obrigaram ao internamento hospitalar das mulheres”, constatam Manuel Gonçalves Pinho e João Vasco Santos, autores deste trabalho publicado no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology. Ou seja, “dividindo o número de hospitalizações pelo número total de abortos legais realizados, obtivemos um valor menor”, explicam.

“Antes da liberalização, cada aborto levava aproximadamente a uma hospitalização. Mas esta tendência alterou-se e atualmente apenas 10% do número total de abortos resulta em internamento hospitalar”, sublinha Alberto Freitas, líder da investigação. A proporção de hospitalizações de emergência, de complicações clínicas e os dias de internamento também baixaram no período analisado.

“A prática do aborto é realizada em regime de ambulatório, sem necessidade de internamento hospitalar em mais de 90% dos casos, apresentando uma taxa de complicações na sua maioria de baixa gravidade”, salienta Antónia Costa, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia e coautora do estudo.

Recorde-se que a IVG, em Portugal, foi legalizada por referendo em 2007 e é permitida até às 10 semanas de gravidez a pedido da mulher, independentemente das razões. Pode ser realizado no sistema nacional de saúde ou, em alternativa, em estabelecimentos de saúde privados autorizados. Apenas a própria mulher poderá fazer o pedido de interrupção da gravidez, salvo no caso de ser psiquicamente incapaz. Nos casos de mulheres com menos de 16 anos é necessária a autorização do responsável legal para a sua realização.

Para além da opção da mulher, o aborto é permitido até às 16 semanas em caso de violação ou crime sexual (não sendo necessário que haja queixa policial), até às 24 semanas em caso de malformação do feto e em qualquer momento da gravidez em caso de risco para a grávida ("perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida") ou no caso de fetos inviáveis.

Seminários de Codificação Clínica - Fevereiro

Seminários de Codificação Clínica a decorrer Sexta-feira 10 de fevereiro às 17:00 na sala 4 do CIM - FMUP

Programa:

  1. o 7º caracter indicativo do feto em códigos de obstetrícia
  2. incumprimento terapêutico e subdosagem
  3. cuidados posteriores em ortopedia
  4. procedimentos mais comuns em Cirurgia Vascular
  5. root operation Control:
  6. root operation Alteration: o que é cirurgia estética?
  7. root operation Transfer: retalhos livres e retalhos pediculados
  8. root operation Introduction:
    • terapêutica oral e outras
    • esvaziamento uterino
  9. procedimentos a não codificar
  10. SIMH e GDH de exceção

Se está interessado inscreva-se em https://goo.gl/vcNS9D

ESTUDO CINTESIS: Doentes com gastrite severa devem ser vigiados de 3 em 3 anos

Uma equipa de investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) alerta para a necessidade de os pacientes com gastrite serem vigiados de 3 em 3 anos, como forma de prevenir a evolução desta doença para cancro gástrico.  A recomendação já tinha sido feita por sociedades científicas nacionais e internacionais, mas faltava informação relativamente aos custos que a aplicação desta medida acarretaria para os Sistemas de Saúde. Agora, os mesmos investigadores acrescentam que o custo associado a esta política de Saúde Pública é de pouco mais de 18 mil euros por ano de vida salvo, sendo assim considerado comportável pelo Sistema Nacional de Saúde.

Miguel Areia, investigador do CINTESIS e clínico no IPO de Coimbra, sublinha que “o cancro gástrico representa um problema de saúde a nível global. As elevadas taxas de incidência e de mortalidade desta patologia fazem dela o quinto tumor mais comum e a terceira causa de morte por cancro. Em Portugal, este tipo de cancro é especialmente prevalente na zona Norte do país, afetando 13 por cada 100 mil habitantes – um nível muito acima dos padrões europeus.

Porque é que há mais cancro gástrico no Norte de Portugal? De acordo com o especialista, há fatores ambientais que contribuem para esta realidade, nomeadamente o consumo excessivo de sal, de fumados e os hábitos tabágicos. Há ainda uma componente genética que não deve ser esquecida. Acresce que 80% dos portugueses estão infetados pelo Helicobacter pylori – uma bactéria que se instala no estômago podendo, com o decorrer dos anos, facilitar o aparecimento de doenças do foro digestivo. “E entre a população do Norte de Portugal encontram-se níveis elevados de Helicobacter logo aos 20 anos de idade”, esclarece o gastrenterologista, que recorda que é mais tarde, sobretudo depois dos 50 anos, que os sintomas gástricos se manifestam.

“A maioria dos casos está relacionada com infeção por Helicobacter pylori e outros agentes ambientais e, portanto, a incidência aumenta com a idade. Devido ao envelhecimento das populações, nomeadamente em Portugal, estima-se que a incidência e a mortalidade associadas a cancro gástrico aumentem nos próximos 20 anos”, nota Mário Dinis-Ribeiro, líder do grupo de investigação em cancro do estômago do CINTESIS e médico no IPO do Porto.

O cancro do estômago pode ocorrer após vários anos de progressão de uma condição benigna como a gastrite. A endoscopia é o primeiro exame a ser efetuado para o diagnóstico destas condições pré-malignas que devem ser avaliadas e graduadas, sendo que só as mais severas têm necessidade de ser seguidas. “Os médicos devem ser ensinados a fazer esta triagem de forma eficiente para se garantir de que os doentes em maior risco são, efetivamente, vigiados de mais perto”.

A endoscopia digestiva alta é o procedimento de eleição para diagnosticar as doenças do sistema digestivo que envolvem o esófago, o estômago e o duodeno. É um método disponível na maioria das instituições de saúde, preciso e relativamente pouco invasivo, mas “os seus custos de utilização impedem que seja adotado como ferramenta de triagem para o cancro gástrico na maioria dos cenários clínicos”.

Para além de Miguel Areia e Mário Dinis-Ribeiro, o trabalho contou com a colaboração de Francisco Rocha Gonçalves, investigador do CINTESIS e membro do IPO do Porto.

CINTESIS leva Informática Biomédica ao Brasil

Ricardo Cruz Correia, investigador do Centro de Investigação em Tecnologia e Serviços de Saúde (CINTESIS) e docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), foi convidado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (Brasil) para ministrar uma webconferência especial intitulada “Educação em Informática Biomédica: O Estado da Arte em Portugal e no Brasil”.

Organizada pelo Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (FAMED/UFC),a iniciativa faz parte da estratégia para a criação do Grupo de Interesse Especial  da Rede Universitária de Telemedicina (Rede RUTE) intitulada Educação em Informática Biomédica. “A ideia é fomentar o debate sobre a Informática Biomédica no Brasil, tendo como base a experiência bem sucedida da universidade portuguesa”, explica Luiz Roberto de Oliveira, da FAMED/UFC.

Rede RUTE é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações do Brasil que visa apoiar o aperfeiçoamento de projetos em Telemedicina em universidades públicas e hospitais universitários, estimulando a colaboração entre os parceiros, por meio de vídeos e webconferências, palestras e teleconsultas, por exemplo.

“A Rede traz impactos positivos nos serviços médicos já existentes no país, permitindo a adoção de medidas simples e de baixo custo que diminuem a carência de especialistas e proporcionam treinamento e capacitação de profissionais da área médica sem deslocamento para os centros de referência”, explicam os académicos brasileiros.

Para além do especialista português, participará no evento Zilma Reis, docente  da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil) e colaboradora externa do CINTESIS, que se prepara para iniciar a oferta do ensino da informática biomédica nessa instituição.

Note-se que Ricardo Cruz Correia integra há 17 anos o agora denominado Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde da FMUP, cuja missão passa pela criação, difusão e aplicação de conhecimento nas áreas de Bioestatística, Bioética e Informática Médica. Para além disso, lidera um importante grupo de investigação do CINTESIS (In4Health), integra três spin-offs (VirtualCareHealthySystems e IS4Health) com atividade associada às Tecnologias da Saúde e fundou o Mestrado em Informática Médica da U.Porto.

A webconferência está marcada para dia 26 de janeiro, às 14h00 (horário de Portugal).

A iniciativa é aberta ao público. Os interessados podem assistir ao evento através do link http://webconf2.rnp.br/rutehuwcufc.

CINTESIS junta U.Porto e Nova Lisboa

 Cintesis Nova

 

No passado dia 15 de dezembro, foi assinado um protocolo de colaboração entre a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA Medical School), através do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde.

Firmado por Altamiro da Costa Pereira (coordenador do CINTESIS), Maria Amélia Ferreira (diretora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto) e Jaime da Cunha Branco (diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa), este protocolo vai permitir a criação do polo de investigação CINTESIS.NOVA, cuja missão passará, numa primeira fase, por reforçar a investigação clínica nacional nas áreas das Ciências da Nutrição, da Gastrenterologia e da Imunoalergologia.

Durante a cerimónia foi abordada a possibilidade de, pela primeira vez, três escolas médicas nacionais – a FMUP, a FCM-UNL e o ICBAS – apresentaram uma candidatura conjunta à Fundação para a Ciência e a Tecnologia, sob a chancela do CINTESIS.

Altamiro da Costa Pereira entende que “a apresentação de uma candidatura que englobe estas três instituições de Ensino e Investigação poderá constituir o embrião que dará lugar, posteriormente, à criação de uma grande unidade de Investigação Clínica e Saúde Pública, dotada de dimensão, recursos e massa crítica suficientes para o tornar competitivo a nível internacional”.

Plataforma de Educação para a Saúde METIS completa um ano

metis

METIS – Educação para a Saúde, uma plataforma online que congrega artigos sobre saúde numa linguagem clara e acessível, acaba de completar um ano de atividade.

Liderado por Paulo Santos, este projeto do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços da Saúde (CINTESIS) e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) já fez publicar mais de cem artigos sobre “todos os assuntos na área da promoção e da educação para a saúde”.

Desde informações sobre vacinação, stress, tosse convulsa, depressão…são muitos os tópicos de saúde que já foram explorados nesta plataforma. “Tentamos desconstruir temas importantes com impacto na vida e na saúde dos cidadãos de forma a melhorar o acesso à informação. Por outro lado, é também um canal de comunicação direto em que o cidadão poderá gerar uma pergunta (dúvida) que será objeto de uma resposta. Esta resposta poderá também interessar a outras pessoas e poderá ser incorporada no repositório (foi assim que se construiu o artigo sobre o vírus Zika, por exemplo)”, explica o investigador do CINTESIS.

O objetivo do projeto é claro: “melhorar a literacia dos leitores”, ou seja, a capacidade de obter, processar e entender a informação básica em saúde, bem como o conhecimento dos serviços necessários para fazer escolhas informadas. Nesse âmbito, a plataforma funciona ainda como “um repositório de artigos de educação para a saúde, mantendo uma linguagem clara e acessível à população, maioritariamente pouco habituada ao jargão e sobretudo ao raciocínio médico”.

Paulo Santos, que é também professor do Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde da FMUP, explica que a ideia surgiu no âmbito “dos múltiplos projetos de promoção e educação para a saúde que foram orientados com os estudantes de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina, onde fomos amadurecendo a ideia de poder vir a concretizar um projeto abrangente que pudesse criar valor para a população em termos de melhorar conhecimentos, aptidões e atitudes que possibilitem melhores opções e portanto melhor saúde”.

Com mais de 100 artigos publicados, o METIS tem beneficiado de colaboração de múltiplos autores, tais como estudantes de Medicina, médicos internos e especialistas de Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública e Pediatria, e enfermeiros. Mas está “aberto a todos quantos queiram colaborar e que aceitem os princípios de rigor científico e da simplicidade de discurso”, esclarece Paulo Santos.

“Esta é uma contribuição que julgamos válida e o feedback que vamos tendo aponta também nesse sentido. As pessoas que consultam o nosso site notam que há uma preocupação muito grande no rigor e isso é uma marca que queremos preservar pois é distintiva em relação a outros projetos com que nos vamos cruzando no ambiente da net”, finaliza o investigador do CINTESIS.

Construída em 2015 com financiamento atribuído pela Fundação Calouste de Gulbenkian, a plataforma foi para o “ar” no dia 17 de janeiro de 2016, a par do lançamento de uma página no Facebook e mais tarde de um grupo no Linkedin.

CINTESIS News - Newsletter

Subscreva a nossa newsletter e receba as nossas notícias diretamente no seu email.

 

Siga-nos

 facebook 001  Linkedin 001  RSS 001

 

 

CINTESIS new

FMUP   ICBAS  UA   NOVA   UALG   UALG   ISEP  ESEP

FCT  QREN    UE

© CINTESIS - Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde
Faculdade de Medicina da Universidade do Porto