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CINTESIS promoveu Spin-off’s Meeting

 Spin off

O CINTESIS organizou hoje (24 de fevereiro) a primeira edição do “Spin-off’s Meeting: Novas ideias de negócio”. Promovido pela área de Inovação de Transferência de Tecnologia do CINTESIS, a sessão reuniu vários representantes das Spin-off’s do CINTESIS, representantes da U.Porto Inovação e investigadores interessados em seguir este caminho, com o objetivo de discutir práticas e experiências na transferência de tecnologia e inovação.

Após as boas-vindas, o Meeting arrancou com uma intervenção de Filipe Castro, da U.Porto Inovação, que salientou a necessidade que os investigadores têm de contar com equipas especializadas, capazes de os apoiarem na rentabilização do conhecimento e da inovação resultante da sua atividade de investigação.

Cidália Pina Vaz, fundadora da empresa FastInov, deu início às apresentações abordando a motivação para a criação da empresa e as várias etapas de desenvolvimento já percorridas. A especialista em Microbiologia do CINTESIS lembrou que a criação desta empresa decorreu da necessidade de criar uma equipa sólida e estável que conseguisse desenvolver um produto que revolucionasse os tempos de resposta da Microbiologia à prática clínica. 

A contratação de recursos humanos de qualidade que pudessem dar continuidade a projetos que nasceram na Universidade também foi uma das motivações apontadas por Tiago Costa, CEO da VirtualCare. O diretor executivo desta spin-off que foi recentemente distinguida com a chancela U.Porto Spin-off, enfatizou que esta empresa, criada em 2012, implementou já o seu mais antigo produto – o ObsCare – em 11 hospitais nacionais, estando em desenvolvimento o processo de expansão para o resto de país e para o Brasil.

Daniel Pereira, cofundador da IS4Health, lembra que o principal produto desta start-up – o estetoscópio digital DigiScope – já serviu para o treino de mais de mil estudantes de Medicina e envolveu cerca de 25 docentes universitários. Em utilização na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, numa Universidade francesa e, muito em breve, numa instituição norte-americana, o DigiScope apresenta altos níveis de satisfação por parte dos estudantes.

O encontro terminou com a apresentação de Isabel Cruz, da HealthySystems. Esta empresa prepara-se para lançar no mercado um produto único no mercado europeu – o HS.ULISYS. Esta ferramenta permite anonimizar os dados provenientes das bases de dados das instituições de saúde (entre outras), adequando a cedência, venda e/ou estudo da informação às exigências do Novo Regulamento Europeu de Proteção de Dados.

Investigador do CINTESIS recebe Prémio Maxdata Excelência em Medicina

Foto Bernardo Sousa Pinto

Bernardo Sousa Pinto, investigador do CINTESIS, recebeu hoje, dia 22 de fevereiro, o Prémio Maxdata Excelência em Medicina.  

“Fiquei relativamente surpreendido pela atribuição do prémio. Considero que é um reconhecimento pelo trabalho que desenvolvi”, reage o doutorando, para quem o segredo do sucesso está em “complementar as aulas teóricas com a investigação e com a docência”, o que permite “compreender os conteúdos teóricos de outra perspetiva e perceber a sua relevância e possível aplicabilidade na prática”.

O investigador avalia também a sua integração no CINTESIS como uma mais-valia para o seu trajeto académico de exceção. “Existir uma rede de investigadores de diferentes áreas é bastante vantajoso. O CINTESIS poderá ser uma força de mudança no paradigma de investigação em Portugal porque foca áreas relativamente pouco investigadas até aqui e que fazem muita falta”, considera.  

Com apenas 23 anos, Bernardo Sousa Pinto está no primeiro ano do Programa Doutoral em Investigação Clínica e em Serviços de Saúde (PDICSS), desenvolvido pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com o apoio do CINTESIS.

O seu objetivo é avaliar o impacto e a magnitude das alergias a medicamentos em termos clínicos e nos serviços de saúde. Esta é, de resto, uma área em que já havia estudado durante o mestrado, tendo assinado, em 2015, uma revisão sistemática publicada no JACI (The Journal of allergy and clinical immunology) sobre o papel da expressão de um gene específico na alergia a um fármaco usado em doentes com VIH.  

Além de investigador, Bernardo Sousa Pinto é docente de Bioestatística e Introdução à Investigação e de Imunologia, tendo já publicado 12 artigos científicos e conference papers.

O Prémio Maxdata Excelência em Medicina, entregue pela Maxdata Software durante a cerimónia do Dia da FMUP, distinguiu-o como o melhor aluno do Mestrado Integrado em Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, no ano letivo de 2015/2016, precisamente o último do seu Mestrado, concluído com a média de 18 valores.

VirtualCare com chancela U.Porto Spin-Off

VC

A VirtualCare – Systems for Life, criada no seio do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, acaba de receber a chancela U.Porto Spin-Off.

Atribuída pela U.Porto Inovação (UPIN), esta chancela representa o reconhecimento público da qualidade e do potencial dos produtos e serviços tecnologicamente inovadores desenvolvidos pela VirtualCare desde a sua criação, em resultado da “fusão entre o mundo académico e o mundo empresarial”.

Este “selo” dá também à spin-off a possibilidade de alcançar maior visibilidade internacional e vantagem competitiva, atraindo novos recursos, nomeadamente talentos, capital e investidores.

Com investigadores de diferentes áreas, como Medicina, Informática e Gestão, a VirtualCare tem utilizado o conhecimento e o know-how gerado na Universidade do Porto para a criação de soluções inovadoras com aplicação no domínio da prestação de cuidados de saúde.

No leque de soluções desenvolvidas e comercializadas pela empresa figuram, nomeadamente, o VC AnesthCare (um registo clínico para a anestesia, que pode ser usado por médicos, enfermeiros e administrativos), VC BreastCare (para a patologia mamária), VC ObsCare (para registos clínicos e obstetrícios), VC PsychCare (para prescrição e administração de antipsicóticos de longa duração), bem como serviços de consultoria, apoio à investigação clínica, cursos online e formação in company.

O objetivo da spin-off é continuar a apostar no desenvolvimento de produtos provenientes da investigação, alargando as áreas de intervenção, bem como concretizar parcerias, nomeadamente com a Universidade Federal de Minas Gerais, que irá permitir comercializar os produtos no Brasil.

Com uma equipa composta por Tiago Silva Costa, Ricardo Correia, Gustavo Bacelar e Altamiro da Costa Pereira (coordenador do CINTESIS), a VirtualCare vem, assim, juntar-se a um grupo reduzido de 15 spin-off a merecer a acreditação da Universidade do Porto.

Desta lista consta também outra spin-off nascida no CINTESIS, a Healthy Systems, que fornece tecnologias de informação e segurança na área da saúde.

Presidente da República em Ciclo de Conferências coordenado por investigador do CINTESIS

Rui Nunes, investigador do CINTESIS - Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, coordena o Ciclo de Conferências “Igualdade de Género: Um Desafio para a Década”, que se realizará amanhã, dia 18 de fevereiro, a partir das 15h30, em Coimbra, com a presença do Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa irá presidir à sessão de abertura, que contará também com a participação do bastonário da Ordem dos Médicos, do secretário-geral da União Geral de Trabalhadores, do presidente do SINDITE, da presidente da União Geral de Trabalhadores, do presidente da Câmara Municipal de Coimbra e do presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, em cujas instalações decorrerá o evento.

“A Igualdade de Género na Política e nos Média” e “A Igualdade de Género no Direito Português” são os temas dos dois painéis, cujo início está marcado para as 16h00 e para as 17h45, respetivamente.

Além de investigador do CINTESIS e MEDCIDS, Rui Nunes é professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e líder do Departamento de Investigação da Cátedra de Bioética da UNESCO (Haifa), cujo objetivo é dinamizar as principais questões de Bioética da atualidade.

Igualdade

Curso Básico de Investigação Clínica (CuBIC) – Candidaturas até 22 Fev

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Curso Básico de Investigação Clínica (CuBIC) – Candidaturas até 22 Fev

Estão abertas, até ao próximo dia 22 de fevereiro, as candidaturas para o Curso Básico de Investigação Clínica (CuBIC).

Desenvolvido pelo Departamento de Medicina da Comunidade, Informação e Decisão em Saúde (MEDCIDS) da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com o apoio do  CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, o curso terá lugar entre 25 de março e 20 de maio de 2017 (sextas e sábados).

Este curso está estruturado em quatro módulos, orientados para fornecer conhecimentos básicos nas áreas da metodologia de investigação, bioestatística e publicação científica e destina-se a médicos especialistas, internos de especialidade, internos do ano comum, estudantes de Medicina e outros profissionais de saúde.

A coordenação científica está a cargo dos professores universitários João Fonseca e Altamiro da Costa Pereira. Todos os restantes docentes são docentes/colaboradores do MEDCIDS-FMUP e membros do CINTESIS.

Mais informações em http://cides.med.up.pt/cubic/.

ESTUDO CINTESIS: Um em cada dez abortos leva à hospitalização da mulher

Dez anos depois da realização do referendo sobre a despenalização do aborto, um estudo desenvolvido no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) revela que o número de hospitalizações associadas ao aborto subiu a partir de 2001, tendo aumentando consideravelmente nos anos que se seguiram à liberalização. A partir de 2010, registou-se uma diminuição do número médio de hospitalizações por cada aborto realizado.

A equipa de investigação do CINTESIS recolheu os registos das hospitalizações devido a abortos realizados em todos os hospitais públicos em Portugal continental. O número total de abortos realizados durante o período em estudo foi obtido através do Instituto Nacional de Estatística (INE). “Os resultados revelaram que o número de hospitalizações associadas à prática legal do aborto subiu de 618 em 2000 para 1259 casos em 2014, tendo atingido um pico em 2010, com 1603 hospitalizações registadas”, clarificam os autores.

Desde que a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) foi legalizada em Portugal, em 2007, observou-se uma “redução do rácio de abortos que obrigaram ao internamento hospitalar das mulheres”, constatam Manuel Gonçalves Pinho e João Vasco Santos, autores deste trabalho publicado no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology. Ou seja, “dividindo o número de hospitalizações pelo número total de abortos legais realizados, obtivemos um valor menor”, explicam.

“Antes da liberalização, cada aborto levava aproximadamente a uma hospitalização. Mas esta tendência alterou-se e atualmente apenas 10% do número total de abortos resulta em internamento hospitalar”, sublinha Alberto Freitas, líder da investigação. A proporção de hospitalizações de emergência, de complicações clínicas e os dias de internamento também baixaram no período analisado.

“A prática do aborto é realizada em regime de ambulatório, sem necessidade de internamento hospitalar em mais de 90% dos casos, apresentando uma taxa de complicações na sua maioria de baixa gravidade”, salienta Antónia Costa, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia e coautora do estudo.

Recorde-se que a IVG, em Portugal, foi legalizada por referendo em 2007 e é permitida até às 10 semanas de gravidez a pedido da mulher, independentemente das razões. Pode ser realizado no sistema nacional de saúde ou, em alternativa, em estabelecimentos de saúde privados autorizados. Apenas a própria mulher poderá fazer o pedido de interrupção da gravidez, salvo no caso de ser psiquicamente incapaz. Nos casos de mulheres com menos de 16 anos é necessária a autorização do responsável legal para a sua realização.

Para além da opção da mulher, o aborto é permitido até às 16 semanas em caso de violação ou crime sexual (não sendo necessário que haja queixa policial), até às 24 semanas em caso de malformação do feto e em qualquer momento da gravidez em caso de risco para a grávida ("perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida") ou no caso de fetos inviáveis.

Dez anos depois da realização do referendo sobre a despenalização do aborto, um estudo desenvolvido no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) revela que o número de hospitalizações associadas ao aborto subiu a partir de 2001, tendo aumentando consideravelmente nos anos que se seguiram à liberalização. A partir de 2010, registou-se uma diminuição do número médio de hospitalizações por cada aborto realizado.

A equipa de investigação do CINTESIS recolheu os registos das hospitalizações devido a abortos realizados em todos os hospitais públicos em Portugal continental. O número total de abortos realizados durante o período em estudo foi obtido através do Instituto Nacional de Estatística (INE). “Os resultados revelaram que o número de hospitalizações associadas à prática legal do aborto subiu de 618 em 2000 para 1259 casos em 2014, tendo atingido um pico em 2010, com 1603 hospitalizações registadas”, clarificam os autores.

Desde que a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) foi legalizada em Portugal, em 2007, observou-se uma “redução do rácio de abortos que obrigaram ao internamento hospitalar das mulheres”, constatam Manuel Gonçalves Pinho e João Vasco Santos, autores deste trabalho publicado no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology. Ou seja, “dividindo o número de hospitalizações pelo número total de abortos legais realizados, obtivemos um valor menor”, explicam.

“Antes da liberalização, cada aborto levava aproximadamente a uma hospitalização. Mas esta tendência alterou-se e atualmente apenas 10% do número total de abortos resulta em internamento hospitalar”, sublinha Alberto Freitas, líder da investigação. A proporção de hospitalizações de emergência, de complicações clínicas e os dias de internamento também baixaram no período analisado.

“A prática do aborto é realizada em regime de ambulatório, sem necessidade de internamento hospitalar em mais de 90% dos casos, apresentando uma taxa de complicações na sua maioria de baixa gravidade”, salienta Antónia Costa, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia e coautora do estudo.

Recorde-se que a IVG, em Portugal, foi legalizada por referendo em 2007 e é permitida até às 10 semanas de gravidez a pedido da mulher, independentemente das razões. Pode ser realizado no sistema nacional de saúde ou, em alternativa, em estabelecimentos de saúde privados autorizados. Apenas a própria mulher poderá fazer o pedido de interrupção da gravidez, salvo no caso de ser psiquicamente incapaz. Nos casos de mulheres com menos de 16 anos é necessária a autorização do responsável legal para a sua realização.

Para além da opção da mulher, o aborto é permitido até às 16 semanas em caso de violação ou crime sexual (não sendo necessário que haja queixa policial), até às 24 semanas em caso de malformação do feto e em qualquer momento da gravidez em caso de risco para a grávida ("perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida") ou no caso de fetos inviáveis.

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